Polícia Civil do RN é acionada para investigar ataques virtuais contra Juliana Soares

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte foi acionada para abrir um inquérito e investigar uma série de ataques virtuais contra Juliana Soares, de 35 anos, que vêm ocorrendo desde que ela declarou estar satisfeita com a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo as denúncias, diversos perfis nas redes sociais passaram a publicar mensagens com teor misógino, violento e de ódio contra Juliana. O material entregue à polícia reúne prints, links, mensagens e nomes de usuários do Instagram. A documentação foi organizada por um grupo de advogados, entre eles o jurista Davyson Moura.

Juliana ficou nacionalmente conhecida após sofrer uma brutal tentativa de homicídio em julho deste ano, quando levou 61 golpes, dentro de um elevador, desferidos pelo ex-namorado que permanece preso. O caso, amplamente divulgado nas redes sociais, gerou forte comoção pela violência e pela sobrevivência de Juliana.

Agora, meses depois, ela enfrenta uma nova onda de violência, desta vez no ambiente digital, motivada por um vídeo em que expressou satisfação com a prisão de Bolsonaro.

Alguns prints retirados das publicações e directs de Juliana, expõem a brutalidade das mensagens e comentários, leia abaixo:

De acordo com os advogados, a Polícia Civil tem capacidade técnica para identificar rapidamente os responsáveis pelos ataques. A corporação poderá solicitar à Justiça a quebra de sigilo telefônico e telemático dos perfis apontados, o que permitirá chegar aos autores das ofensas.

A Polícia Civil reforça que qualquer informação que ajude na identificação das pessoas envolvidas nos ataques virtuais pode ser repassada ao Disque-Denúncia 181, de forma anônima.

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