O TikTok assinou um acordo para a venda de sua operação nos Estados Unidos, segundo um memorando obtido pela agência Reuters. Em uma versão inicial, a informação havia sido atribuída ao site americano Axios, também com base no mesmo documento.
De acordo com o memorando, a ByteDance, controladora chinesa do TikTok, fechou negócio com as empresas americanas Oracle, Silver Lake e MGX para a criação de uma nova empresa no país, chamada TikTok USDS Joint Venture LLC.
A nova estrutura nos Estados Unidos será responsável pela proteção de dados, segurança dos algoritmos, software e moderação de conteúdo da plataforma. As empresas americanas terão 50% de participação, por meio de um consórcio de novos investidores.
Após a conclusão do acordo, a joint venture atuará de forma independente. A transação deve ser finalizada em até 120 dias, contados a partir da ordem executiva.
Segundo o documento, 30,1% do TikTok USDS ficarão com afiliadas de investidores já existentes da ByteDance, enquanto 19,9% permanecerão com a própria empresa chinesa.
O prazo final para a venda do TikTok nos EUA terminou na última terça-feira (16), após ter sido adiado três vezes pelo presidente Donald Trump. Em setembro, Trump assinou um decreto concedendo mais 90 dias para as negociações, afirmando que Estados Unidos e China haviam chegado a um entendimento para a continuidade do aplicativo no país.
Caso a plataforma não fosse vendida a um grupo considerado confiável pelo governo americano, o TikTok poderia ser bloqueado nos Estados Unidos.
Lei obriga venda do TikTok
A venda ainda pode depender do aval do Congresso dos EUA. Em 2024, parlamentares aprovaram uma lei que obriga a ByteDance a ceder o controle da operação americana do aplicativo, sob o argumento de risco de acesso do governo chinês a dados de usuários.
A ByteDance nega vínculos com o governo da China e afirma que os dados de usuários americanos são armazenados em servidores da Oracle nos EUA, além de garantir que as decisões de moderação são tomadas em território americano.
Desde que reassumiu a presidência, em janeiro, Donald Trump evitou aplicar a lei, alegando que a medida poderia gerar insatisfação entre usuários e prejudicar a comunicação política. O presidente, que soma mais de 15 milhões de seguidores no TikTok, afirmou que a plataforma contribuiu para sua vitória eleitoral. No mês passado, a Casa Branca também criou uma conta oficial na rede social.

